Origens
A Encyclopædia Britannica foi criada em Edimburgo no século XVIII durante o grande movimento intelectual conhecido como o Iluminismo Escocós. Foi durante esse período que Adam Smith escreveu A Riqueza das Nações, Sir Walter Scott escreveu romances, Robert Burns, poesia, David Hume e Adam Ferguson, filosofia, e James Boswell cresceu e entrou para a universidade. De acordo com um historiador da Britannica, Edimburgo em meados do século XVIII era “uma cidade às vésperas da era de ouro, um centro de conhecimento e lar de escritores, pensadores, filósofos, gaiatos, humoristas e professores”. Foi com esse cenário que Colin Macfarquhar, um impressor, e Andrew Bell, um gravador, decidiram criar uma enciclopédia que atenderia a uma nova era de erudição e iluminismo. Eles formaram uma “Associação de Cavalheiros” para publicar sua nova obra de referência e contrataram o acadêmico de 28 anos, William Smellie, para editá-lo. Esse trabalho seria organizado em ordem alfabética, “compilado sob um novo formato onde diferentes Ciências e Artes seriam exibidas em Tratados ou Sistemas”, e seu grande diferencial seria, como o dizia o editor, a “utilidade”. A primeira edição da Britannica foi publicada uma seção a cada vez, em “fascículos”, durante três anos, iniciando em 1768. O conjunto de três volumes foi concluído em 1771 e esgotou-se rapidamente. Encorajados pelo sucesso da primeira edição, os editores publicaram a segunda edição em 10 volumes (1777-84). A terceira edição, concluída em 1797 e a primeira a incluir artigos de colaboradores externos, consistiu de 18 volumes; a quarta, completa em 1809, ostentou 20. A Encyclopædia Britannica chegou aos Estados Unidos na forma de uma edição pirata impressa por Thomas Dobson na Filadélfia em 1790. Entre os que adquiriram esse conjunto estavam George Washington, Thomas Jefferson e Alexander Hamilton. Contribuições de grandes acadêmicos da época iniciaram um conjunto de seis volumes publicado em 1815-24 em forma de um suplemento das quarta, quinta e sexta edições. Dentre os colaboradores estavam Sir Walter Scott, Thomas Malthus, David Ricardo, James Mill e Thomas Young, cujos primeiros esforços pioneiros para penetrar nos mistérios dos hieróglifos egípcios na Pedra de Roseta foram exibidos na impressão da Britannica. A nona edição, publicada entre 1875-89, é normalmente lembrada como a “edição dos acadêmicos”. Ela incorporou como nenhuma outra publicação da época a transformação do conhecimento criada por descobertas científicas e novas metodologias críticas. Em suas páginas Thomas Henry Huxley apresentou a teoria da evolução de Darwin e W. Robertson Smith, editor da enciclopédia, aplicou o método “histórico-crítico” na literatura bíblica. O poeta A.C. Swinburne escreveu sobre John Keats, Prince Pyotr Kropotkin, sobre anarquismo e James G. Frazer contribuiu com artigos sobre totemismo e tabu.
Século Vinte
A décima primeira edição (1910-11) foi produzida em colaboração com a Universidade de Cambridge, e apesar de nessa época a Britannica ser de propriedade de dois americanos, Horace Hooper e Walter Jackson, a força e confiança da maior parte de seus artigos tiveram seu ápice no otimismo eduardiano e talvez no próprio Império Britânico. A inclusão de três e posteriormente de seis volumes suplementares resultaram na décima segunda (1921-22) e décima terceira (1926) edições. Como colaboradores dessas edições estavam Sigmund Freud, Albert Einstein, Marie Curie, Leon Trotsky, Harry Houdini, H.L. Mencken e W.E.B. Du Bois. O artigo "Produção em massa" foi assinado por Henry Ford mas acredita-se que foi realmente escrito por seu jornalista particular. Quando a décima quarta edição, inteiramente revisada, foi lançada em 1929, as operações principais da empresa mudaram para os Estados Unidos. Outras mudanças importantes aconteceram. Antes, toda a equipe editorial seria desfeita após a conclusão de uma nova edição, mas a empresa passou a possuir um departamento editorial permanente cujo trabalho era manter o ritmo com o rápido acúmulo de conhecimento. A enciclopédia começou a sofrer revisões contínuas quando a sede da companhia mudou-se para Chicago em meados dos anos 30, e a partir de 1936 uma nova edição era publicada a cada ano, incorporando as últimas alterações e atualizações. Em 1938, a primeira edição do Livro do Ano da Britannica (Britannica Book of the Year) foi lançado. Este título é publicado até hoje. Em 1943 William Benton, um dos fundadores da agência de publicidade Benton and Bowles e posteriormente um senador norte-americano, tornou-se o presidente do conselho e editor. Sob seu comando, a empresa expandiu ao adquirir a Compton’s Encyclopedia, o dicionário da G. & C. Merriam (posteriormente, Merriam-Webster, Inc.), além de outras propriedades. A Britannica também expandiu suas atividades editoriais em outros países durante este período. Benton esteve à frente da empresa até sua morte em 1973. Os grandes marcos editoriais da sua era foram Grandes Livros do Mundo Ocidental(Great Books of the Western World), uma coleção de 54 volumes publicada em 1952 (a segunda edição revisada, com 60 volumes, foi publicada em 1990); e a inovadora décima quinta edição da Britannica, com 30 volumes, em 1974. Uma extensa revisão foi publicada em 1985, elevando o tamanho do conjunto para 32 volumes. Nos anos 90, a Encyclopædia Britannica, Inc., tinha produzido ou estava produzindo enciclopédias e outros materiais didáticos no Japão, Coréia, China, Taiwan, Itália, França, Espanha, América Latina, Turquia, Hungria, Polônia, entre outros. A Britannica foi uma das primeiras editoras a utilizar a mídia eletrônica e novas mídias. Em 1981, através de um acordo com a Mead Data Central, a primeira edição digital da Enciclopédia Britannica foi criada para soluções da Lexis-Nexis. A Britannica também criou a primeira enciclopédia multimídia em CD-ROM, a Compton's MultiMedia Encyclopedia, em 1989. Em 1994, a empresa desenvolveu a Britannica Online, a primeira enciclopédia para a Internet, disponibilizando mundialmente todo o conteúdo da Encyclopædia Britannica. No mesmo ano, a primeira versão da Britannica em CD-ROM também foi lançada.
A Britannica Hoje
Atualmente, a Encyclopædia Britannica possui a maior e mais diversificada linha de produtos de toda a sua história. Nossa perspectiva é moldada pela nossa tradição de excelência e a compreensão do que aqueles que buscam conhecimento necessitam na era digital. Há sempre novas iniciativas para a internet. Em 2002, a Britannica lançou a Britannica Online – Edição Escolar, um extenso material de referência e didático desenvolvido especialmente para os Ensinos Fundamental e Médio. Ela sofreu grandes atualizações em 2004 e 2005. Em 2006 a Britannica lançou a Britannica Online – Edição para Bibliotecas Públicas, um site que engloba três produtos: home pages específicas para adultos, adolescentes e crianças com conteúdo sob medida. A Britannica continua investindo em sua linha de produtos impressos. Continuamos a publicar a Encyclopædia Britannica com seus 32 volumes, a mais antiga obra de referência na língua inglesa. A última edição revisada foi lançada em setembro de 2008. Nos últimos anos a Britannica produziu inúmeras outras obras de referência para alunos e crianças pequenas, incluindo a Compton’s by Britannica, Minha Primeira Britannica, Discover America, e Britannica Discovery Library. Nossa linha de produtos cresceu, o meio de publicação mudou, mas a missão primordial da Britannica permanece a mesma desde 1768: ser a líder mundial em referências, educação e aprendizagem.